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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013


Passagens aéreas – saiba os seus direitos




Os consumidores utilizam-se cada vez mais dos serviços aéreos tanto para âmbito profissional quanto pessoal, o que facilita muito suas vidas extremamente corridas.

Muitos profissionais trabalham em uma cidade enquanto sua família encontra-se em outra. Muitos se utilizam do transporte aéreo para comparecer a reuniões de trabalho ou ainda para realizar compras em cidades distantes.

Com o aumento considerável do número de pessoas que optam pela utilização dos serviços de via aérea, tornou-se necessária uma garantia maior de proteção aos usuários e consumidores desse segmento.

Não podemos ficar a mercê das grandes companhias aéreas que muitas vezes visam somente os lucros e agem com desrespeito perante os usuários. Não se deve esquecer que com a compra da passagem aérea é estabelecido um contrato de transporte.

A ANAC (Agência Nacional de Aviação de Aviação Civil), agência federal reguladora, cuja responsabilidade é supervisionar e regulamentar a atividade de aviação civil, publicou no ano de 2010 a Resolução n. 141, reeditando normas e regras aplicáveis aos casos de voos atrasados ou cancelados, bem como para as hipóteses de preterição (casos em que o passageiro é impedido de embarcar ou por necessidade de troca de aeronave ou overbooking).

A norma editada pela ANAC dispõe que, nos casos de atraso, é possível a reacomodação ou o reembolso (se o passageiro desistir da viagem), além de retorno ao aeroporto de origem, nos casos de atraso ocorrido no aeroporto de escala ou conexão, desde que transcorridos no mínimo de 4 horas desde o evento. 

Nos casos de cancelamento ou interrupção e preterição, a reacomodação em outro voo (próprio ou de terceira companhia) tem de ser imediata, ou ainda, o passageiro pode optar por outro meio de transporte, como por exemplo, o rodoviário. A solicitação do reembolso é de forma imediata, não sendo necessário aguardar as 4 horas, bem como o valor tem sua devolução imediata.

Igualmente, também há o direito à informação, obrigando a companhia a informar o passageiro sobre o atraso, motivo e a previsão do horário de partida do voo, bem como deve prestar informações, sendo obrigação das companhias aéreas o fornecimento de uma Declaração escrita acerca do ocorrido (a empresa está obrigada a atestar a ocorrência do atraso ou cancelamento, indicando o nome do passageiro e o motivo do não embarque).

É importante destacar que o reembolso dos valores pagos pela passagem ou mesmo a reacomodação em outro voo não isenta a companhia aérea de indenizar via Judicial a totalidade dos danos e prejuízos enfrentados pelo consumidor, tais como: não comparecimento em uma reunião de negócios, impossibilidade de se fazer presente em uma festa familiar, despesas com hospedagem na cidade de destino e etc.

Para exigir indenizações, é importante que se guarde ticket ou cartão de embarque, a Declaração fornecida pela companhia, os comprovantes de eventuais gastos (alimentação, transporte, hospedagem, comunicação), além dos documentos relacionados à atividade que seria cumprida no destino.

É de ser salientado que a ANAC editou normas mínimas de proteção aos consumidores do transporte aéreo. Não podemos esquecer que se aplicam ao caso as normas do Código de Defesa do Consumidor – CDC (Lei Federal n. 8.078/1990). Aí podemos dizer que as 4 horas prevista na regulamentação da ANAC para que se proceda na reacomodação ou no reembolso e fornecimento de acomodação em local adequado e serviço de hospedagem, nos casos de atraso, seria um atraso a nossa realidade.

A ANDEP (Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo) bem colocou que hoje se voa a jato e que em 4 horas se o cruza o Brasil. As normas internacionais estabelecem 15 minutos de tolerância para atraso de voo. Acima de 15 minutos, o voo está atrasado, estaria descumprido o contrato, independentemente da interpretação da ANAC. Salienta-se que a celeridade é um elemento integrante do contrato, motivo determinante da contratação.

E nesta linha de não limitar os consumidores às regras administrativas da ANAC temos tramitando no Senado federal o projeto de Lei n. 757 de 2011, que prevê o reembolso de 95% do valor pago para os pedidos formulados por consumidores, desde que com antecedência de 5 dias e 90% para os demais casos. Valendo a regra igualmente para remarcação do voo. Atualmente, há empresas que cobram até 80% do valor pago pela passagem como tarifa/multa pelo cancelamento ou remarcação da viagem. Não restando alternativa que não seja buscar restituição junto ao judiciário. 

Devemos buscar nossos direitos, assim contribuiremos para uma sociedade mais equilibrada.

Colunista: 
Kathelline Lopes de Azevedo
Advogada. Especialista em Processo Civil e Pós graduanda em Direito dos Contratos, 



Fonte: http://www.nacaojuridica.com.br/2013/02/passagens-aereas-saiba-os-seus-direitos.html


O cliente ideal do Advogado

    quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Uma carteira de clientes ideais é o maior patrimônio que um escritório de advocacia pode ter.
Cliente é o ativo mais importante de qualquer empresa, mesmo que não apareça no balanço.
Thomas Berry
Muitos advogados não sabem, mas em geral “vinte por cento de seus clientes representa oitenta por cento de seus lucros”. Os demais representam apenas muito trabalho e poucos resultados práticos para suas bancas. Esta tese faz parte da “Lei de Pareto”, proposta por Vilfredo Pareto, no final do século dezenove, que afirma que, na maior parte dos casos, uma fração minoritária das causas ou fatores, implica a maior parte da produção, dos lucros ou de qualquer outro efeito quantificável.  Dessa forma, identificar e captar o cliente ideal deveria ser uma das principais prioridades de todo escritório jurídico.

Esta constatação óbvia é negligenciada pela maioria dos escritórios que raramente elaboram algum tipo de controle para verificar quais são as categorias de clientes que atendem atualmente, e separar aquelas que são de fato mais adequadas para sua banca, das que geram apenas volume de trabalho sem a contrapartida da lucratividade.


Todos os clientes precisam ser bem atendidos

Feita a constatação anterior, é preciso esclarecer este ponto em relação ao atendimento dos clientes, para que esta afirmação não seja mal interpretada. É certo que todos os clientes merecem e devem ser bem atendidos, não apenas por uma questão de humanidade, mas principalmente por uma questão de ética e profissionalismo. O que precisamos deixar claro é que cada escritório deve estar estruturado para atender um determinado padrão de clientes, de acordo com o seu perfil sócio-econômico e as suas demandas jurídicas. Atender clientes que estejam fora dos padrões deste escritório certamente poderá gerar prejuízos e insatisfações para as partes: clientes e advogados.


O que é um cliente ideal?

Cliente ideal para um advogado é aquele cujo perfil sócio-econômico, capacidade de pagamento e demanda jurídica estejam de acordo com a proposta de oferta de serviços de uma determinada sociedade de advogados. Inversamente, poderíamos dizer que quando determinado escritório jurídico atende um cliente cujas necessidades não podem ser integralmente atendidas, ou a capacidade de pagamento dos serviços está acima de suas possibilidades, ou a estrutura do escritório está aquém das expectativas e necessidades deste cliente, então estamos diante de uma situação em que a banca não está atendendo o seu cliente ideal.


Como definir o grupo de clientes ideais de um escritório

Para definir o perfil do seu cliente ideal, o escritório precisa avaliar suas competências jurídicas, encontrar um posicionamento de mercado – o foco -, e definir os serviços que poderá oferecer aos grupos de clientes alvo, conciliando suas ofertas de produtos e serviços com as necessidades e possibilidades deste grupo de clientes.

* Avaliação das competências jurídicas – o escritório precisa descobrir sua “expertise”, ou seja, o conhecimento adquirido através do estudo e da experiência pratica e sua capacidade de aplicar o que foi aprendido de forma adequada às solicitações e necessidades de seus clientes.

* Posicionamento de mercado – o escritório ou o profissional precisam encontrar um espaço de mercado cujas necessidades e demandas jurídicas possam ser plenamente atendidas pelas ofertas de seus produtos e serviços.

* Categorias de serviços oferecidos – baseado em suas competências e nas necessidades de mercado é preciso criar um conjunto de produtos e serviços que possam ser oferecidos de maneira inovadora e diferenciados, gerando uma “Inovação de Valor”, para os seus clientes a um preço adequado tanto às necessidades do escritório quanto às possibilidades financeiras dos clientes.

* Definindo o cliente Ideal – após a realização das ações mencionadas anteriormente o escritório terá condições de definir os grupos de clientes que se enquadram melhor nas ofertas de serviços e na sua estrutura. Por exemplo: um escritório que tenha sua sede num endereço nobre, com uma estrutura física moderna e luxuosa, com um grupo de profissionais de alto nível e reconhecida experiência certamente estará mais bem equipado para atender uma classe especial de clientes que valorizam mais a qualidade e o conforto no atendimento, e estejam dispostos a pagar altos preços por um serviço personalizado.

Já um outro tipo de escritório poderá optar por atender um grande numero de clientes de baixo poder aquisitivo em causas mais fáceis de ser resolvidas, e que valorizam o baixo custo cobrado por este escritório.


O que fazer após a definição de seus clientes ideais

Após o estudo e a definição de seus clientes ideais o escritório de advocacia tem duas tarefas principais para serem executadas: precisa fazer um levantamento para saber que tipo de clientes está atendendo atualmente, e definir o que fazer para direcionar suas ações de marketing para a conquista e o atendimento dos clientes ideais. O primeiro passo é fazer a “curva ABC” dos clientes atendidos.


Curva ABC

Baseado na “Lei de Pareto” é preciso fazer o levantamento de um período de 12 a 24 meses, para enquadrar os clientes atendidos em uma das três categorias a seguir em termos percentuais:

* Categoria A – clientes atendidos no período que foram altamente rentáveis ou estratégicos para a empresa.

* Categoria B – clientes que foram importantes e que geraram uma rentabilidade média razoável para o escritório.

* Categoria C – clientes cujo atendimento gerou uma relação custo – beneficio desfavorável ao escritório. Clientes que demandaram grande esforço e perda de tempo no atendimento com pouco retorno financeiro e estratégico. Clientes que o escritório estava despreparado para atender e cujo investimento futuro em adaptação da empresa para atendê-los não se justifica.


Gráfico da curva ABC

Vilfredo Pareto (1848 —1923) político, sociólogo e economista italiano.

Segundo a Lei de Pareto a soma dos clientes A e B representa 20% dos clientes atendidos e são responsáveis por 80% da lucratividade do escritório.

Após a elaboração da curva ABC dos clientes atendidos que representará o nível de lucratividade de cada grupo de clientes, o escritório perceberá então quem são seus clientes ideais e qual o perfil deles. Esta informação servirá para orientar o escritório no sentido de direcionar seus esforços e suas ações de marketing jurídico para conquistar estes clientes preferenciais que são lucrativos e estratégicos para o escritório.

Em nosso trabalho como consultor de gestão e marketing para escritórios jurídicos, percebemos que a maioria dos profissionais e administradores destas sociedades de advogados desconhece estas regras elementares e, não raro, continuam desenvolvendo esforços para captar clientes indiscriminadamente, independentes da importância estratégica destes, para o futuro de sua banca. Por esta razão enfatizamos a importância que tem o estudo e a definição do cliente ideal, como ponto de partida para a elaboração de um plano de marketing jurídico de sucesso.


Ari Lima
(31) 3643-4980 – (31) 8813-5871
contato@arilima.com
Participe de nossos treinamentos em Marketing Jurídico e Gestão de Escritórios. Para mais informações, visite nosso site: www.arilima.com

Fonte: http://www.marketingjuridico.com.br/Artigos/Marketing-imagem-e-visibilidade-do-advogado-10-passos-para-ser-percebido-pelo-mercado.cfm

Segurança em ritmo lento


Um mês depois de tragédia em boate no Rio Grande do Sul, pelo menos 42 casas noturnas interditadas por bombeiros em Minas seguem fechadas.

Um mês depois da tragédia ocorrida em Santa Maria (RS), pelo menos 42 casas noturnas continuam interditadas em Minas, segundo levantamento realizado pelo Estado de Minas, com base em informações do Corpo de Bombeiros. Na Grande BH, ao menos quatro casas ainda estão interditadas. Elas foram fechadas por apresentarem ausência total ou parcial de medidas básicas de segurança, em caso de incêndio. Os militares admitem que, após a força-tarefa feita na primeira semana deste mês, o ritmo da fiscalização diminuiu, mas continua mais intenso do que antes do incêndio que matou 239 pessoas em uma boate na cidade gaúcha.

Na Grande BH, duas das casas fechadas ficam na Região Centro-Sul da capital: Up E. Music, na Savassi, e Nelson Bordello, no Bairro Floresta. Outras duas são no município de Betim: Rota 66, no Bairro Jardim da Cidade, e Gruta do Lapinha, no Centro. "Temos de deixar a escada cinco centímetros mais larga. Eles (bombeiros) nos deram um prazo de 30 dias para fazer essa reforma, é a mudança mais urgente. Eles nos pediram também para colocar mais luzes de emergência e mais placas sinalizando as saídas" , afirma o gerente da Up, Ed Luiz Gomes.

Fechado desde o dia 7, o Nelson Bordello deve instalar mais um extintor e embutir a fiação elétrica, que estava exposta, segundo o proprietário do estabelecimento, Bernardo Guimarães. "Os bombeiros pediram também outra modificação. Na entrada, temos duas portas de correr e na frente de uma delas um balcão bloqueava a saída. Eles exigiram que fosse retirado. Acredito que na semana que vem já tenhamos voltado a funcionar", diz Guimarães.
Já o Gruta do Lapinha continua funcionando como restaurante no período diurno, mas as atividades noturnas estão suspensas desde o dia 13. A largura das saídas é inferior ao limite exigido por lei para a capacidade da casa. "Já fizemos um projeto para aumentar as portas e estamos aguardando o aval dos bombeiros para começar a executá-lo", informa o dono do estabelecimento, Cláudio Henrique Silva.
Adaptações Na região metropolitana, ao menos oito dos estabelecimentos que haviam sido fechados foram autorizados a voltar a funcionar. Cinco deles ficam na capital: Oliver Art Bar, no Bairro São Pedro; dDuck dClub, na Savassi; Alfândega Bar, no Bairro Santo Antônio; Nog Kid's, no Bairro Belvedere; e Café Paddock, no Bairro Bandeirantes. Outros dois ficam em Contagem (Favorita Music e a boate Hilda Furacão) e um em Betim (Cia. do Cavalo). "Tivemos que abrir mais uma saída. Agora, temos duas portas para a Rua Pernambuco" , diz o proprietário da dDuck, Túlio Borges. "Os bombeiros pediram a instalação de mais luzes de emergência, mais extintores e de placas sinalizando a rota de fuga. Não sabia que precisava de tudo isso" , diz a proprietária do Oliver Art Bar, Analice Souza.
Em Contagem, a Favorita Music instalou mais uma saída de emergência nos fundos da casa, para a Rua Haia. "Agora, temos duas saídas de emergência. Tivemos que fazer mais uma escada ligando o camarote à pista. Instalamos mais luzes de emergência, mais extintores e mais placas sinalizando as saídas", exlica o promoter do estabelecimento, Roney Bigão. A Cia. do Cavalo, segundo a proprietária, Raquel Rezende, teve que trocar as saídas de emergência, para que passassem a ter barras antipânico.
No interior do estado, pelo menos 38 casas noturnas continuam interditadas. No Norte de Minas, o 7º Batalhão do Corpo de Bombeiros, com sede em Montes Claros, interditou ao menos 20 desde a tragédia em Santa Maria (RS), mas sete já foram reabertas. Na Zona da Mata, os nove estabelecimentos fechados pela companhia sediada em Ubá ainda não voltaram a funcionar. Nos Campos das Vertentes, a companhia de Barbacena ordenou que oito casas sofram mudanças antes de serem reabertas. Dos oito estabelecimentos interditados pelo 5º Batalhão, sediado em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, apenas três já se adequaram às normas.
Durante a operação feita pelos bombeiros entre os dias 1º e 7 deste mês, havia vistoria diárias, inclusive aos fins de semana. Três equipes dos dois batalhões sediados em BH trabalhavam exclusivamente na visita a casas noturnas. No interior, cada um dos batalhões destacava ao menos uma equipe para essa tarefa. Depois da força-tarefa, as equipes exclusivas para vistorias nesses estabelecimentos passaram a atuar apenas a cada dois dias. "A capital tem mais de 400 casas noturnas. A meta é vistoriar todas até o fim de abril", diz o capitão Giderson Neves, integrante do comando operacional dos bombeiros.
Denúncias se multiplicam
O número de queixas contra casas noturnas encaminhadas ao 181 (Disque Denúncia) aumentou tanto que os casos passaram a ser registrados em uma categoria à parte. Em 28 de janeiro, dia seguinte à tragédia em Santa Maria (RS), foi a primeira vez desde a criação do serviço, em 2009, que a quantidade de denúncias por tráfico de drogas perdeu a primeira posição, ocupada naquela data por ocorrências passíveis de serem atendidas pelos bombeiros. Apenas entre os dias 27 e 31 do mês passado, foram recebidos 331 telefonemas desse tipo. Entre os dias 1º e 26 deste mês, houve 382 pedidos de vistoria.
O clamor popular estimulou os vereadores de Belo Horizonte a sugerirem alterações na legislação municipal. Neste mês, foram propostos seis projetos de lei sobre o tema, todos em tramitação. Um deles proíbe shows pirotécnicos e o uso de sinalizadores em boates e casas de shows, além de determinar que um vídeo ou alguém habilitado oriente o público quanto às medidas de segurança a serem respeitadas.
A legislação estadual também deve sofrer reformas, segundo o diretor de Atividades Técnicas dos bombeiros, capitão Tiago Lacerda Duarte. Ele vai participar de uma comissão a ser formada pelos militares para estudar e propor mudanças nos procedimentos de seguranças em casas noturnas em Minas. "O ato que cria a comissão deve ser publicado quinta-feira (amanhã). Não devemos demorar mais que 30 dias para encaminhar uma proposta de nova lei (à Assembléia Legislativa)", afirma."Vamos revisar o número mínimo de saídas de emergência e a distância máxima a ser percorrida para as pessoas saírem da edificação", ressalta."Queremos que fique claro o nível de responsabilidade de empresários e promotores de eventos. Precisamos aumentar as sanções para quem insistir em se manter irregular, em não ter o auto de vistoria do Corpo de Bombeiros".
Quatro denunciados por homicídio doloso
Um mês depois da tragédia que incendiou a Boate Kiss, em Santa Maria (RS), que levou à morte 239 pessoas, o Ministério Público do Rio Grande do Sul anunciou que vai denunciar por homicídio doloso qualificado os quatro investigados, após a conclusão do inquérito da Polícia Civil. Segundo um dos promotores responsáveis pelo caso, Joel Dutra, a investigação policial já fornece elementos suficientes para enquadrar os investigados na denúncia de homicídio doloso - quando há intenção de matar - qualificado. "Os elementos que já temos fornecem subsídios suficientes para enquadrar os investigados nesse crime. São necessários a materialidade do crime e indícios de autoria para ter o dolo. O processo policial já tem esses indícios de autoria. Eles teriam agido assumindo riscos, apontando descaso dos acusados com o risco", explicou.
Os quatro investigados - Elissandro Spohr, o Kiko, e Mauro Hoffman, sócios da Kiss, o membro da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo dos Santos, e o produtor do grupo, Luciano Augusto Bonilha Leão - estão presos provisoriamente. Dutra ressaltou que, com a denúncia de homicídio doloso qualificado, a pena dos réus pode aumentar. "O homicídio simples tem pena de 6 a 20 anos, já o qualificado parte de 12 e vai até 30 anos, a pena máxima no Brasil", detalhou.
Um mês depois da tragédia, 24 jovens que conseguiram sair da boate ainda continuam internados, sendo que três pacientes respiram com ajuda de aparelhos e estão em estado crítico, segundo o Ministério da Saúde. Após o acidente, todos os pacientes que estavam em estado mais grave foram transferidos para um hospital de Porto Alegre, que é referência no atendimento a queimados no estado. O número de vítimas internadas ultrapassou 140 e até agora, cinco feridos já morreram no hospital. (Estado de Minas).
Fonte: http://amp-mg.jusbrasil.com.br/noticias/100365068/seguranca-em-ritmo-lento

Turma do TST passa a utilizar o PJe-JT


O Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT) foi instalado no Tribunal Superior do Trabalho (TST) na tarde de terça-feira (26), em cerimônia que foi transmitida ao vivo pelo Youtube. No evento, o presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, afirmou que a Justiça do Trabalho é o primeiro segmento do Poder Judiciário a utilizar um sistema único de tramitação eletrônica em todas as instâncias, do primeiro grau ao tribunal superior. Dalazen destacou que o processo de implantação do PJe-JT foi marcado pelo diálogo permanente com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público do Trabalho (MPT). Iniciamos hoje a implantação do novo, moderno, uno e nacional sistema de processo judicial eletrônico da Justiça do Trabalho também no TST, fruto de um projeto institucional da Justiça do Trabalho e de sua determinação de superar o isolamento de dezenas de sistemas de processos eletrônicos que não se comunicam entre si, disse o ministro Dalazen.

Em cerimônia que contou a presença do presidente eleito do tribunal, ministro Carlos Alberto Reis, do corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Barros Levenhagen, do procurador-geral do Trabalho, Luiz Antônio Camargo, do advogado Nilton Corrêa, representando a OAB, além de diversos ministros da corte trabalhista, desembargadores, juizes trabalhistas, procuradores e servidores, o presidente do TST assegurou que a implantação do PJe-JT obedeceu a um ritmo adequado e necessário, em estrito cumprimento a cronogramas planejados por todos os tribunais regionais.

Ação
O presidente do TST lembrou que, transcorridos apenas 15 meses, o PJe-JT já está implantado em 335 Varas do Trabalho, abrangendo as 24 regiões da Justiça do Trabalho. O ministro destacou que cerca de 20 mil advogados em todo o país estão habilitados a usar o sistema e que há mais de 100 mil processos em tramitação exclusivamente eletrônica nas Varas Trabalhistas, além de mais de 5 mil que já chegaram aos tribunais regionais.
Implantação gradual
A partir da quarta-feira, a Sexta Turma do TST passará a utilizar, gradualmente, o PJe-JT. A migração será progressiva, de modo a gerar o menor impacto possível às unidades judicantes. O primeiro processo foi distribuído para a ministra Kátia Arruda, da Sexta Turma, primeiro órgão do TST a operar com o novo sistema. O prazo experimental deve durar de 30 a 60 dias. Depois disso, o sistema deverá ser progressivamente estendido às outras Turmas, gabinetes e a outras classes processuais.
Fonte: Assessoria de Imprensa do TST

ENCONTRO EM BRASÍLIA DEBATE COMUNICAÇÃO NO PODER JUDICIÁRIO


Nos dias 25 e 26/2 foi realizado em Brasília/DF, no auditório do Conselho da Justiça Federal (CJF), o Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para debater os rumos e estratégias de divulgação das metas do Judiciário e o ingresso dos tribunais nas redes sociais.

Com a participação dos titulares dos órgãos de Comunicação Social dos Tribunais Superiores (STF, STJ, TST, STE e STM), dos Tribunais Regionais Federais e Estaduais e das Seções Judiciárias da Justiça Federal, o evento contou com a presença da ministra do STJ Eliana Calmon, que reafirmou a necessidade de um relacionamento mais profissional com a mídia. Vamos por fim à cultura do biombo, que esconde o Judiciário da sociedade. Precisamos nos aproximar da imprensa de forma madura, não como amiguinho dos jornalistas mas sim de maneira profissional, disse.

Ao se referir sobre a dificuldade que muitos magistrados têm de se comunicar claramente com a imprensa, Eliana Calmon ressaltou a necessidade de prepara melhor os porta-vozes do Poder Judiciário. Precisamos estar sintonizados com a sociedade. O exercício da comunicação do juiz precisa ser mais trabalhado, não podemos ter uma linguagem técnica que a sociedade não entenda.

A ministra destacou que "a transparência é a palavra de ordem do século XXI", sendo dever dos agentes públicos prestar contas à sociedade de todos os seus atos e realizações. Ela defendeu a valorização do trabalho dos profissionais de Comunicação no Poder Judiciário, afirmando que eles são fundamentais no processo de aproximação com a sociedade.
O secretário-geral do CNJ, Fábio Cesar dos Santos de Oliveira, falou sobre a importância de um diálogo mais amplo com a sociedade e destacou a necessidade de se cuidar da relevância das informações. Não se pode imaginar o Judiciário, hoje, como uma instituição hermética [...]. Ao mesmo tempo, a comunicação social precisa ficar atenta, em função da premência do tempo, pois muitas vezes alguns assuntos perdem importância apenas porque não são divulgados no tempo adequado, afirmou. Para o secretário, é fundamental que a comunicação social dos tribunais não seja instrumentalizada. A comunicação precisa ser afinada com a finalidade institucional do Judiciário e não com os interesses pessoais. Precisa atender ao interesse público.
A discussão sobre a importância das redes sociais em instituições públicas e a segurança da informação nessas redes marcou o segundo dia do Encontro. O gerente de contas do Google, André Palis, que participou do evento, informou que os brasileiros passam hoje mais tempo navegando na internet do que vendo televisão ou consultando outros tipos de mídia. Segundo ele, são 94,2 milhões de internautas, que mesmo quando se interessam por um anúncio na TV voltam ao computador para conferir as informações no site do anunciante.
O coordenador de mídias sociais da Agência Click, Nelson Leoni, observou que as instituições precisam avaliar com calma e se prepararem para estar nas mídias sociais. Segundo ele, é importante que no momento em que a instituição abrir um canal de interação ela esteja pronta para dar as respostas e informações demandadas pelos internautas. A falta de resposta é sempre prejudicial, ressaltou. A entrada nas redes sociais tem de ser bem pensada, pois uma volta atrás pode ser desastrosa, alertou.
Na opinião do coordenador de MBA e pós-MBA em Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Nino Carvalho, o uso qualitativo de redes sociais como Twitter e Facebook é o caminho para o diálogo direto com o cidadão brasileiro ávido por informações do Poder Judiciário. Após vencer a barreira da imagem ao ocupar as mídias digitais, os tribunais brasileiros precisam, agora, investir na interação com a sociedade e garantir mais qualidade à comunicação, avalia Carvalho.
"Na minha visão, este seminário pode ser um marco. O Judiciário recebe forte demanda dos cidadãos brasileiros por informações e precisa dar conta dela sem a intermediação da imprensa", sugeriu o especialista. Na visão de Carvalho, está ocorrendo uma mudança cultural e uma conversão de mentalidade nas organizações, privadas e do setor público, sobre o papel dos profissionais de Comunicação. A expectativa agora é de que, na nova fase das mídias sociais, a contextualização da informação ganhe destaque, sobretudo no Facebook. "É o espaço ideal para os tribunais aprofundarem as informações do interesse da sociedade", disse. (RAN)
Fotos: Ricardo Nabarro
O Encontro debateu os rumos e estratégias de divulgação do Poder Judiciário
"A transparência é a palavra de ordem do século XXI" - Eliana Calmon
O evento reuniu os assessores de comunicação dos principais tribunais do país
O coordenador de MBA em Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Nino Carvalho
A ministra do STJ, Eliana Calmon, conversa com assessores de comunicação após palestra.
Fonte: http://jf-sp.jusbrasil.com.br/noticias/100365146/encontro-em-brasilia-debate-comunicacao-no-poder-judiciario



CNJ apresenta metas do Judiciário a comunicadores dos tribunais de todo o País


Apresentar as metas do Poder Judiciário para 2013 foi o objetivo da primeira palestra do Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, encerrado nesta terça-feira, 26, em Brasília. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reuniu os profissionais responsáveis pela comunicação dos tribunais brasileiros.
O diretor de Gestão Estratégica do CNJ, Ivan Bonifácio, falou sobre o cumprimento das metas que tratam da redução do volume de processos, do combate à improbidade administrativa e à corrupção, entre outras. Ao veicular uma das primeiras campanhas do CNJ sobre metas, Bonifácio lembrou à plateia de comunicadores a importância deles na divulgação do trabalho dos tribunais à sociedade.
"A função do jornalista do Poder Judiciário mudou nos últimos anos. Antes, a prioridade era cuidar basicamente da imagem dos juízes e dos tribunais. Hoje o jornalista deixou de ser aquele porta-voz que não falava muito", disse. Segundo Bonifácio, houve também evolução na relação dos juízes com a imprensa. "Antigamente, dizia-se que o juiz só falava nos autos. Hoje é diferente", afirmou.
Fonte: http://amagis.jusbrasil.com.br/noticias/100364555/cnj-apresenta-metas-do-judiciario-a-comunicadores-dos-tribunais-de-todo-o-pais

sábado, 2 de fevereiro de 2013


Americana agredida por homem que conheceu pela internet pede indenização milionária de site


Uma mulher que quase morreu atacada por um homem que ela conheceu na internet está processando o site de relacionamentos Match.com e pede US$ 10 milhões (cerca de R$ 20,3 milhões) de indenização, segundo o jornal New York Daily News.

A americana Mary Kay Beckman, 50, moradora de Las Vegas, se interessou Wade Ridley por meio do site em 2010. No entanto, apenas oito dias após conhecê-lo, ela resolveu terminar o relacionamento.

Revoltado com o fim do breve namoro, Ridley deu dez facadas em Mary Kay e chutou sua cabeça.

"Quando foi preso pela polícia, ele disse que não queria me ferir. Queria me matar", afirmou Mary Kay, que ficou meses hospitalizada.

Hoje, já recuperada, a mulher quer receber uma indenização milionária do portal de relacionamentos Match.com sob alegação de que a empresa não faz nada para evitar que pessoas violentas se inscrevam no site.

A empresa, que está sediada em Dallas, no Estado americano do Texas, afirma que ficou chocada com o que aconteceu, mas que alerta os usuários do site dos riscos envolvidos em um relacionamento.

"As milhões de pessoas que encontraram seu amor no Match.com e em outros sites de relacionamentos sabem quanto isso foi importante na vida deles. Esse caso de violência é sobre uma pessoa doente, não sobre uma comunidade imensa de homens e mulher procurando alguém para amar", afirmou o site em um comunicado.

Fonte: UOL